DO OUTRO LADO DO PLANETA

Sábado, Janeiro 31, 2004

 
Não sei onde foi parar o meu chão... Estou triste e, por enquanto, não há nada que ninguém possa fazer, a não ser me ouvir... Já não me preocupo em provar mais nada. Só queria saber como arrancar essa "bola" que não desce pela minha garganta. Em quatro dias, já se foram dois quilos (pelo menos prá alguma coisa essa presepada toda está servindo... vou emagrecer rápido...). Se todos vocês estavam de bom humor antes de entrar nesse blog, me desculpem... e não se deixem contaminar pela má fase dessa que vos escreve. Isso!!! Deve ser apenas uma fase: não serei a primeira e muito menos a última pessoa a passar por isso. Minha cabeça vai continuar onde sempre esteve, ou seja, acima do meu pescoço, erguida...
Blábláblá:
Jackie 11:40 PM

Quinta-feira, Janeiro 29, 2004

 
O que eu estava esperando aconteceu... E aconteceu da pior maneira possível. Vejo muita culpa, mas não vejo culpados... Minha vida vai mudar, eu sei... E por imaturidade minha, talvez, seja difícil contorná-la, por enquanto. Eu queria ser alguém que chorásse menos na hora de resolver os próprios problemas... Alguém que criásse argumentos sustentáveis na hora da discussão, e não meia hora após ela ter acabado... Eu nunca fui boa em discussões... Sempre saí perdendo... Mas as minhas cartas são boas... Ahhh, essas eu sei que são. Só que infelizmente elas sempre acabam no lixo, e o que fica na minha cabeça, incomoda... Eu não sou boa em discussões... Não sou... E por isso, acho que vou perder sempre...

Não sei como estarei nesses dias que seguem... Talvez eu fique um tempo sem postar, ou talvez poste amanhã... Não sei. Compreendam, por favor, e esperem que eu respire. Estou precisando de ar... Estou precisando pensar... Não se afastem totalmente, ok? Eu volto. Tenho um compromisso de amizade com todos vocês. Um abraço.

"No final, tudo sempre acaba bem, e se não está bem, é porque ainda não acabou" (não sei o autor)
Blábláblá:
Jackie 10:50 PM

Quarta-feira, Janeiro 28, 2004

 
Prá mim, que desde pequena sempre fui ansiosa... e sempre quis as coisas "prá agora", esperar é uma grande tormenta. Ninguém nunca me ensinou a esperar sem sofrer. Alguém aí sabe como se faz isso?
Blábláblá:
Jackie 10:47 PM

Segunda-feira, Janeiro 26, 2004

 


Para mim...

Quero um poema de mim,
Mas descobri que não me conheço...
Que não sei mesmo nem se mereço
A atençao do meu reles espelho.

Quero um poema agora
Prá fugir do que não me pertence
Pra esquecer o minuto que vence
E atropela o instante de outrora...

E a urgência com que o aguardo
Faz do meu pensamento um desastre
Onde muitas idéias se batem
E nenhuma me dá importância.

Então vou desistir do poema
Porque já não há como encontrá-lo
Porque o tempo (do qual sempre falo)...
Já se foi sem deixar nem lembrança...



ps: um dia ainda acordo e descubro que não existo...



Blábláblá:
Jackie 8:50 AM

Sexta-feira, Janeiro 23, 2004

 
Olá pessoas...
A cabeça da Jackie hoje está mais movimentada que metrô de sampa em horário de rush... Por isso ela me mandou escrever aqui. Mas não sabe se vai me deixar escrever sobre tudo o que está pensando realmente. Jackie tem essa mania mesmo: ao invés de ir logo ao ponto, fica só dando pistas... Imaturidade? Covardia? Falta de concisão? Ela acha que não é nada disso, e é tudo isso misturado...
... Esperem um pouco que ela parou... Vou ver o que está acontecendo....
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Desculpem, pessoas.
Acho que vou ter que continuar sem ela. A Jackie pediu pra eu falar o que quisésse. Ela não quer mais contar o que se passa na cabeça dela agora. E eu, sozinha, não consigo responder por ela... Sabe, eu gosto muito dela, mas às vezes a Jackie tem uma mania de fazer as coisas pela metade... Não entendo isso. Ninguém vive pela metade. Ela é a única pessoa que eu conheço que faz isso. Eu até tento ajudá-la avisando : "Jackie, um dia você vai acabar percebendo que a outra metade que você deixou de fazer, talvez seja a mais importante... " E eu digo isso porque acredito que todos nós devamos completar tudo na vida. Tudo bem! Não reclamem: eu sei que completar TUDO é uma tarefa impossível. Mas todos nós tentamos. A gente faz isso porque se ficar preenchendo só a metade, pode acontecer justamente aquilo que eu falo prá ela. E como ninguém tem certeza de qual realmente é a parte mais importante nisso, tentamos preencher tudo. Vou dar um exemplo: ninguém pega uma prova de alternativas no vestibular e responde tudo A A A A A, ou então só B B B B B. Mas a Jackie faz isso. Ela preenche tudo com uma letra só porque acha que tem mais chances de acertar assim, e ainda deixa grande parte das perguntas em branco, mesmo podendo arriscar um X em qualquer lugar. Ó, pessoas, eu acho que já falei demais. Talvez ela nem goste do que eu escrevi aqui sobre ela hoje, e queira deletar esse post depois. Então entendam, por favor. Eu tento entende-la sempre, mesmo que ela mesma não se entenda de vez em quando....................................

Blábláblá:
Jackie 8:04 AM

Segunda-feira, Janeiro 12, 2004

 
Assusta não que o post anterior ficou um pouco, digamos, extenso... A objetividade não é propriamente a minha maior qualidade...rs

Blábláblá:
Jackie 2:22 AM

 
Dia desses testemunhei um fato curioso aqui no outro lado do planeta, pelo menos prá mim que sou ESTRANGEIRA nessa terra de olhos puxados: eu havia tomado um ônibus prá ir "sei lá onde", e levando em conta o fato de que se tratava de um circular grátis (a prefeitura oferece o serviço), devo explicar que o que a gente mais vê nesse tipo de transporte são idosos. Pois bem, "na cena estavam Jackie e mais uns 12 velhinhos. E Jackie sendo observada a todo momento, já que não tem cara de japa, e prá complicar a situação ainda usa o cabelo bem curto e em tom meio vermelho" (...eles quaaaase não reparam...). A propósito, esse é um assunto do qual eu também preciso falar: quando ainda estava no Brasil fui alertada pelo meu marido por diversas vezes a respeito de como seria andar pelas ruas por aqui. Ele dizia que eu iria chamar a atenção por não ter descendência, mas que era só ignorar. Confesso que quando cheguei me sentia um ET. Principalmente as velhinhas me encaravam no mercado, umas com ar furioso, outras de um jeito curioso, mas sempre me encaravam. Com o tempo desencanei e passei a encará-las...rs... tanto que hoje em dia é comum achar que Jackie "paquera velhinhas no mercado"... Terrível engano: eu apenas retribuo os olhares que elas lançam sobre a minha pessoa...rs.
Mas voltando ao "causo" do ônibus, aqui é tudo muito rigoroso. Os horários e as paradas são seguidos à risca, sem excessão. Só que no meio do trajeto, o motorista parou num ponto que ficava em frente a um hospital (local de passeio preferido dos velhinhos e onde provavelmente o ônibus esvazia) e quando retomou o caminho, não passando mais do que 10 metros do ponto, uma velhinha das mais distraídas levantou-se meio com pressa e foi indo na direção da porta: "Ãn? Ará? Corê? Ãn?"... Cara, foi ilária a cena. A velhinha tentando se explicar pro motorista, a princípio, quase me fez rir. Ela havia se distraído e não viu o ponto. E por apenas 10 metros o motorista recusou-se a abrir a porta recitando o seu "manual de conduta impecável". Fui tomada por um sentimento de profundo desprezo por aquele motorista: "quem em sã consciência seria tão cruel a ponto de fazer uma pobre velhinha corcunda andar sei lá quantas centenas de metros a mais, apenas por não querer desobedecer uma droga de manual?". Comecei a "filosofar" sobre a questão da velhice no Japão e no Brasil. Em como nossos velhos são tratados, em como aí no Brasil os motoristas ignoram os idosos nas paradas, na falta de estrutura dos transportes públicos e no preço absurdo que todos (população) são obrigados a pagar por um serviço sem qualidade. A comparação foi inevitável: aqui a tal velhinha estava sendo transportada com conforto e segurança, num ônibus pelo qual ela não pagara nada (a não ser indiretamente em seus impostos) equipado com ar condicionado, bancos estofados, música ambiente, e dirigido por um motorista "tão responsável" que se negava a fazer uma parada extra fora do ponto marcado. Parei por aí prá não ficar com raiva da velhinha e fui obrigada a me segurar prá não dizer: "ô tia, fica quieta e senta aí que andar faz bem prá saúde, vai..."
Blábláblá:
Jackie 2:20 AM

 
A Seta e o Alvo

Eu falo de amor à vida
Você, de medo da morte
Eu falo da força do acaso
E você, de azar ou sorte

Eu ando num labirinto
E você, numa estrada em linha reta
Te chamo pra festa
Mas você só quer atingir sua meta
Sua meta é a seta no alvo
Mas o alvo, na certa não te espera

Eu olho pro infinito
E você de óculos escuros
Eu digo: "Te amo"
E você só acredita quando eu juro

Eu lanço minha alma no espaço
Você pisa os pés na terra
Eu experimento o futuro
E você só lamenta não ser o que era
E o que era? Era a seta no alvo
Mas o alvo, na certa não te espera

Eu grito por liberdade
Você deixa a porta se fechar
Eu quero saber a verdade
E você se preocupa em não se machucar

Eu corro todos os riscos
Você diz que não tem mais vontade
Eu me ofereço inteiro
E você se satisfaz com metade

É a meta de uma seta no alvo
Mas o alvo, na certa não te espera
Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada
Quando se parte rumo ao nada?

Sempre a meta de uma seta no alvo
Mas o alvo, na certa não te espera
Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada
Quando se parte rumo ao nada?
(Paulinho Moska)

... Putz! Sabe que às vezes eu leio ou ouço umas coisas que batem "lá dentro" e dá até uma invejazinha besta. Eu fico meio que pensando porque não escrevi aquilo antes. Sei lá... Com essa música é assim também.
Blábláblá:
Jackie 1:32 AM

Quinta-feira, Janeiro 01, 2004

 
Todo ano é a mesma conversa: dessa vez o regime vai prá frente, não vou mais ter medo de dentista, vou escrever mais e falar menos, vou comprar menos e cuidar mais, vou fazer caminhada, vou sorrir mais e chorar menos, vou deixar a casa sempre arrumada, vou gritar menos e cantar mais, vou deixar o cabelo crescer, vou voltar... é... eu vou voltar.

Todo fim de ano é "quase" igual. Mas agora, pensando nisso, percebo que a cada ano que passa tenho feito menos planos. Será bom ou mal sinal? Talvez eu tenha me acostumado, já que são quase sempre os mesmos planos... rs. Mas todo mundo precisa ter planos, não é mesmo? Vou pensar num plano bem original. Talvez eu conte... talvez não. Talvez nem pense (... mas eu preciso de um plano).

Acho que uma das coisas mais importantes que me aconteceram nesse ano, aconteceu agora no finalzinho. Eu reencontrei (mesmo que à distancia) um amigo muito "caro".
Alguém que me conheceu bem e que fez parte de uma época muito feliz da minha vida. Alguém com quem aprendi e a quem ensinei (porque não dizer?) muita coisa também.
Um amigo assim ninguém esquece... e eu não esqueci. Estou feliz pacas... por ter meu amigo de volta.

E aproveitando esse momento, quero desejar a todos os meus amigos de blog um Feliz Ano Novo. Sei que fui relapsa ficando tanto tempo sem postar. Mas como disse lá embaixo: não sou perfeita... Às vezes dou mancada mesmo... E isso de blogar, prá mim, tem que ser expontâneo... Essa coisa de "ter que postar", "ter que visitar" às vezes me incomoda. Nem sempre eu estou a fim, nem sempre eu estou disponível, nem sempre eu estou inspirada. Mas isso não significa que não tenha apreço por todos os que passam por aqui. Me interesso e fico feliz com cada comentariozinho. Bem, acho que é só. Não prometo que não vou sumir nesse ano novo, mas posso prometer que se sumir, eu volto, ok? Beijos a todos. E que o Novo Ano traga somente bons acontecimentos.

Feliz Ano Novo Xú... Beijos prá você também...

Ahhh! E prometo inaugurar o meu novo template... só não posso precisar "quando", afinal, depende de mim,
depende do André e da Sofia, e depende do mundo... rs.

Blábláblá:
Jackie 5:12 AM