Eu
Jackie
06.08.72
leonina, paulistana,
no Brasil
prá sempre...

Felicidade:
Brasil,
família, amigos,
poesia, pamonha,
churros, sushi,
caldo de cana,
comprar roupas,
sessão de cinema
sábado à tarde,
meu pai e seu violão,
Museu do Ipiranga,
São João sexta à noite,
internet, patins,
música.

Sonho:
visão perfeita,
massoterapia,
violão, trabalho.

Pesadelo:
alergia, dentista,
montanha-russa,
João Cleber.

Amigos

Tudo para seu Blog!!!

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Quarta-feira, Novembro 23, 2005

Tenho mil coisas na cabeça e nada vem à tona agora... Respiro fundo pra não me afogar no mar que hoje inunda meus olhos.
Serão diferentes as lágrimas quando são diferentes os motivos que as controlam?
Sinto-me, hoje, como a menina de outrem que, aos dezoito, achou que a vida não valesse a pena porque "aquele rapaz" disse o "não" mais difícil de ouvir. E como, se eu era perfeita pra ele? Eu sabia que era... Sentia a certeza afiada de quem conta que dois e dois são quatro. Mas ele não acreditou na mesma certeza que eu.
Aprendi duro que uma certeza pode, ao mesmo tempo, significar tudo e nada.
Voltei pra casa com a minha certeza espremida na garganta entre um soluço e outro. Voltei calada porque todas as minhas palavras haviam se esgotado lá... Rejeitar um amor tão imenso e sincero, pra mim, igualava-se a negar um filho, colocá-lo na bandeja da indiferença e servi-lo ao mundo sem nenhum remorso. Meu imenso amor fora servido assim. Demorei pra aceitar... E quanto mais demorava, mais sofria... E quanto mais sofria, mais afastava de mim novas possibilidades.
Vivi meu luto passional pelo tempo que foi necessário. E quando esse mesmo tempo sarou minhas feridas, sorri novamente pra vida como se houvesse aprendido algo de muito importante. Tudo passa, e meu amor estava outra vez livre, desocupado, descompromissado, mas não menos inquieto e sufocante.
Talvez tenha um amor grande demais pro meu tamanho, e por isso, sempre me sufoca, mesmo quando não se direciona. E sempre transborda, até quando está vazio. Meu amor é assim: incômodo, inquieto, inconseqüente, insistente... Uma infinidade de "ins" sem precedentes.
Enfim, os anos se passaram sem ruído. E o amor que eu imaginava sereno e controlado, na verdade adormecia. Quando acordou, rugiu feito um leão faminto. Encheu-se de vontade, encontrou novo caminho, comprometeu-se e submeteu-se a nova prova. Incômodo, inconseqüente, insistente, inquieto, insatisfeito. Tudo isso sem questionar se era bem vindo. E não era... Nem tinha como ser... Culpa de ninguém.
Por tudo, hoje recordo a menina de dezoito, porque agora, aos trinta e poucos, cometo o mesmo delito, sofrendo então a mesma pena. E a vida, novamente, iguala-se a pouca coisa porque outro "não" foi dito. E, de novo, a certeza significa "um tudo e um nada" espremida na garganta entre um soluço e outro. As palavras também esgotaram. Mas o amor, esse não diminui nunca. Meu alento é pensar que, talvez, "um raio não caia três vezes no mesmo lugar, nem haja bem que nunca acabe ou mal que dure pra sempre". Tristeza passa...



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Segunda-feira, Novembro 21, 2005

Tsc tsc tsc... ressuscitaram o Jamanta... era só o que faltava.

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Não sei se o problema é geral (creio que não, já que tenho visitado alguns blogs e visto como andam), mas não estou conseguindo deixar comments no blog de ninguém. A tchonga da milonga da janelinha não abre. Clico 26348349689375 vezes na porcaria, e NÃO ABRE. Meu medo é de que isso tenha a ver com o fato de eu (pré-historicamente) acessar a net via conexão discada (vulgo banda lerda). Se for por isso, tô ferrada. Não sei quando vou poder colocar banda larga e por motivos óbvios : okanê ga arimasem desu...



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Terça-feira, Novembro 15, 2005

" Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal,
Eu finjo ter paciência.
O mundo vai girando cada vez mais veloz.
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...
Será que é tempo que lhe falta pra perceber?
Será que temos esse tempo pra perder?
E quem quer saber, a vida é tão rara!
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma,
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma,
Eu sei, a vida não pára...
A vida não pára não..."
(Lenine)



Haverá espaço nesse mundo pra os "corpos que pedem um pouco mais de alma"? Pra os que acreditam na possibilidade de mudar o mundo com seus bons pensamentos? Os versos acima me prenderam a essa reflexão. O mundo de hoje anda tão sem espaço, e as pessoas, igualmente, vivem sem tempo. Tempo e espaço: as duas engrenagens que fazem girar a roda da vida. Bem sabemos que a máquina do mundo não pára enquanto apreciamos a paisagem dos nossos sonhos ou ouvimos a música da nossa estória, mas é preciso que existam esses momentos. É preciso estacionar o carro de vez em quando pra fazer descansar o motor.
Muitos se conectam ao mundo da maneira mais racional possível, visando apenas a realização dos seus objetivos (quase sempre presos a um ideal materialista). E debocham de gente que se satisfaz com o mínimo. Quisera eu me satisfazer assim! Encontrar na simplicidade o suficiente para atender a todas as exigências do meu ser.
A riqueza mais importante, dizem, está na sabedoria. E não é a sabedoria dos livros e doutorados, mas a sabedoria da alma, da experiência de vida. O ponto que difere a luz divina da escuridão humana. Um indivíduo pode mal saber segurar um lápis e mesmo assim, ser capaz de atitudes admiráveis. Pessoas como esta entendem que a felicidade é uma eterna hóspede que vai e volta sem qualquer controle. Não é necessário, portanto, sentir falta dela. Basta aproveitar ao máximo sua presença e conformar-se com os momentos em que se faz ausente.
Seria perfeito um mundo onde o ideal de felicidade comum se resumisse em "fazer o outro feliz". A felicidade de um seria a felicidade de todos. Mas, enquanto isso não vem, continuemos assim: espremendo nossos momentos de emoção entre um sinal e outro dos semáforos, entre os gritos do vendedor da feira livre, entre um pedido e outro na lanchonete famosa da cidade. Vamos ter paciência com o mundo e esperar que o mundo nos retribua, porque a vida... ah... a vida não pára não...

.: Música do dia "Paciência", Lenine



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