Eu
Jackie
leonina, paulistana,
no Brasil
prá sempre...

Felicidade:
Brasil,
família, amigos,
poesia, pamonha,
churros, sushi,
caldo de cana,
comprar roupas,
sessão de cinema
sábado à tarde,
meu pai e seu violão,
Museu do Ipiranga,
São João sexta à noite,
internet, patins,
música.

Sonho:
visão perfeita,
massoterapia,
violão, trabalho.

Pesadelo:
alergia, imprevistos,
montanha-russa,
João Cleber.

Amigos

Tudo para seu Blog!!!

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Sábado, Março 25, 2006

Alguns amigos têm citado suas manias nos blogs. Parece ser uma tal "corrente". O fato é que achei tão interessante conhecer um pouco mais dos outros através das manias que resolvi postar as minhas também. As que consigo lembrar são:

- tomo água e chá o dia inteiro, mas não bebo líquidos durante as refeições. Só no café da manhã, é claro... Leite continua sendo líquido...rs;
- não saio de casa sem levar o walkman na bolsa, ou na mochila, ou na pochete, ou sejá lá onde for;
- tenho mania de fazer tudo cantando... principalmente tomar banho... daí eu extrapolo os limites das minhas cordas vocais (os vizinhos devem comentar melhor sobre esse assunto);
- durmo sempre com dois travesseiros: um debaixo da cabeça e outro abraçado a mim, e se eu for dormir na casa de alguém, eles vão juntos;
- tenho mania de usar cabelos curtos, sempre... não tenho paciência pra deixá-los crescer;
- durmo com pouca roupa (pra não dizer que é quase nada mesmo) até no frio;
- no chão, ao lado da minha cama, fica sempre uma pilha de livros (tem até um "Aurélio" lá... rs), mas nem todos são lidos;
- tenho mania de dormir tarde demais;
- tenho mania de filosofar e falar sozinha... cara... eu viajo às vezes;
- ultimamente, qualquer coisa na tv, e em qualquer horário (salvo desenho animado) me faz dormir;
- tenho mania de falar "né": "Não sei o que lá, né?";
- tenho mania de roer a lateral das unhas (aquela pelinha "gostosinha"), mas eu não engulo... eu cuspo depois.


E é só... se eu lembrar de mais, reedito outra hora.




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"L'amant", Galienne


Sentimentos


Se visse meus olhos marejados
Poderia entender tantas lágrimas?
Se visse minha boca sem fala
Compreenderia o porquê do silêncio?
Se visse minhas mãos desoladas
Saberia com o quê confortá-las?
Se visse meus pés já cansados
Voltaria com os teus ao meu zelo?
Se visse meu corpo, hoje um fardo,
Daria teu abraço por apego?
Se sentisse meu sexo incorformado
Tremeria com o teu sem sossego?

Meus sonhos não mais são tangíveis
Desde então esqueci o que é descanso.
Adormeço na luz do impossível
Desperto no escuro de um pranto
Faço votos pra o que não existe
Desisto (em teoria) de todo engano
Na prática minha alma é triste
Como são tristes também os meus planos.

Teu lábio, o de sempre, tranquilo,
Acalma-se em desvio do meu.
Sabe lá, fora o mais insensível,
Meu sentido é que não percebeu
Por estar todo o tempo envolvido
Na intenção de te possuir,
Por ter feito de ti um motivo
Prá sonhar e tentar ser feliz.

Sou um pedaço da tua memória
Mal escrita e sem precisão
A fatia infiel dessa história
Insistindo pela tua atenção
Insistindo pelo teu desejo
Insistindo pela tua existência
Insistindo, na esquina, por um beijo
Insistindo pela tua paciência
Sou o que dói e desafia o juízo
Por querer a ti, mais do que preciso.


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Meus poemas são meio tristes, eu sei...
É complicado escrever quando eu to feliz.
Pode ser que a alegria não me inspire tanto.
Preciso pensar mais nisso...


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Domingo, Março 19, 2006

Um Breve Sonho

Na noite passada sonhei contigo. Um sonho breve e distante. Sonhei que eu estava em frente a uma casa que, supostamente, era a minha. E a tal casa ficava de frente pra uma longa rua deserta. Não havia ninguém.
Do nada, avistei um carro no fim da rua. Imediatamente senti que era você, e fiz sinal pra que viesse. O carro se aproximou. Você o dirigia mesmo sem ter feito isso antes. E estava perfeito.
Entrei e me sentei. Poucas palavras sem importância foram suficientes pra perceber que uma grande saudade o havia trazido até mim. Fiquei feliz por isso. Sempre desejei que sentisse saudades. Estávamos próximos como nunca estivemos antes, e éramos apenas bons amigos, desses que se importam um com o outro. Eu não precisava de nada, além de estar ali.
Como é costume acontecer nos sonhos, num instante tudo ficou diferente. Me vi sozinha num lugar qualquer, e nas mãos trazia um livro que sabia ser um presente seu. Quando o abri, encontrei uma foto perdida entre as páginas: você e a sua família juntos. Não me lembro de haver sentido qualquer coisa. E o tempo parou pra que eu observásse aquela imagem.
Acordei melancólica e chorei por um breve instante: você não estava mais comigo, e pra dizer a verdade, acho que nunca esteve...


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.: Música do Dia "Esperando Aviões", Vander Lee.



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Quinta-feira, Março 16, 2006

A Grande Ceia

Estive fora por toda a manhã, o que me levou a almoçar num desses "fast foods" de shopping center. Não me agrada estar sozinha num momento desses. Gosto de companhia. Gosto de falar entre uma garfada e outra, mas , enfim, as situações menos desejáveis também estão aí pra serem vividas.
Depois de ocupar uma mesa vazia num canto discreto (quase impossível pelo número de pessoas que transitavam), ensaiei a leitura de um livro que trazia na bolsa. Mínima a concentração. Parei pra perceber tudo ao redor: vidas caminhando sem pressa, a criança que falava alto na mesa ao lado, o colorido das balas no quiosque de doces, a imagem da santa na loja da frente, outras imagens, outros coloridos...
Muitos almoçavam ao meu lado, à minha frente, às minhas costas, à minha volta. Seus pedaços de carne, seu arroz, suas bebidas, de certa forma, eram comungados ali.
De repente, a moça com meu pedido. Fechei o livro na mesma página em que fora aberto. Peguei os talheres, e agora, eu também fazia parte daquele ritual. E todos, compartilhávamos juntos, um momento em comum.
Anônimos, aos poucos, desocupavam o espaço para que outros anônimos tivessem a sua vez.
Já não me senti tão só: a vida, às vezes, é menos quando almeja ser mais; e, em outras, é mais quando só quer ser menos.

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Troquei as siliconadas pelas gelatinosas.
Tenho agora, um olhar mais "flexível".
Fora isso, provei hoje de tantos óculos tentando me encontrar em algum deles, que quase acabei me perdendo. Eu era "diferente" a cada escolha. Ainda não cheguei a uma conclusão. Só sei que um deles me mostrará o mundo "sem defeitos" (ao menos no sentido visual) durante um bom tempo.




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"Hoje fiz uns exercícios com o pensamento
Afrouxei o sentimento e me deixei fluir
Nascia poesia naquele momento
Quem sabe algum dia ponho tudo, tudo, aqui."



.: Música do dia "Atrás da Porta", Elis Regina





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Domingo, Março 12, 2006

Hoje é domingo?... Mas já?!?

Domingo é um dia especial pra quem trabalha... Pra quem não trabalha, é um dia como outro qualquer. A diferença fica por conta da programação de tv, que varia; das crianças, que não vão à escola; e do comércio, que na sua maioria, fecha as portas. Pra ser sincera, já não sei se gosto tanto assim do domingo.



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Quarta-feira, Março 08, 2006

Canção das Mulheres

- Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.
- Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.
- Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva, saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.
- Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.
- Que, se eu faço uma bobagem, o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.
- Que se estou apenas cansada, o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.
- Que o outro sinta quando me dói a idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida, não porque lá está a sua verdade, mas, talvez seu medo ou sua culpa.
- Que se começo a chorar sem motivos depois de um dia daqueles, o outro não desconfie logo que é culpa dele, ou que não o amo mais.
- Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cumplice, mas sem fazer alarde nem dizendo: "Olha que estou tendo muita paciência com você!".
- Que se me entusiasmo por alguma coisa, o outro não a diminua, nem me chame de ingênua, nem queira fechar essa porta necessária que se abre para mim, por mais tola que lhe pareça.
- Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.
- Que quando levanto de madrugada e ando pela casa, o outro não venha logo atrás de mim reclamando: "Mas que chateação essa sua mania, volta pra cama!".
- Que se peço um segundo drinque no restaurante, o outro não comente logo:"Poxa, mais um?".
- Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.
- Que o outro - filho, amigo, amante, marido - não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.
- Que, finalmente, o outro entenda que, mesmo se às vezes me esforço, não sou nem devo ser a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma MULHER.

(trecho do livro de Lya Luft - "Pensar é Transgredir")


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Sábado, Março 04, 2006



Incansável

Explica que pressa é essa
Que te atravessa os poros
Devorando cada instante.
Como se o tempo que passa,
Incansável e constante,
Não te alcançásse...

Diz o porquê dessa sede
Inundando a tua existência.
Determinando que "aqui e agora"
São sempre o melhor lugar
Pra edificar a essência
Da tua liberdade...

Usa toda essa alegria
E me conta da esperança
Que alimenta o "grande" sonho,
De sincero, tão possível.
Compreensível, em tuas palavras,
Feito a verdade ímpar,
Que não finda, nem cansa.
Feito alma de criança
Que conquista o afeto
Antes mesmo de nascer.
Feito o sorriso de menino
Escondido no homem,
E revelado, acidentalmente,
Num momento de prazer.


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.: Música do dia "Coração na boca", Zélia Duncan


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