Eu
Jackie
leonina, paulistana,
no Brasil
prá sempre...

Felicidade:
Brasil,
família, amigos,
poesia, pamonha,
churros, sushi,
caldo de cana,
comprar roupas,
sessão de cinema
sábado à tarde,
meu pai e seu violão,
Museu do Ipiranga,
São João sexta à noite,
internet, patins,
música.

Sonho:
visão perfeita,
massoterapia,
violão, trabalho.

Pesadelo:
alergia, imprevistos,
montanha-russa,
João Cleber.

Amigos

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Quinta-feira, Junho 22, 2006

Já, você anda enredada, feito mosquito desafortunado que enroscou na teia da aranha. Porquê em horas assim é tão difícil corrigir os erros? E eu nem quero falar dos erros. O que passou, passou... Talvez devesse aprender com eles, mas conheço suficientemente essa personalidade teimosa e sonhadora pra prever que faria tudo novamente em outro endereço.
Ansiedade e juízo não combinam, Já. Assim como não combina contigo essa ruga na testa. Nem essa gota nos olhos. Tudo o que eu teria a dizer você já sabe: não atropele tanto as suas vontades. Às vezes é preciso decepcionar alguém ao redor pra fazer valer o seu desejo. Você não vai conseguir agradar a todo mundo, e muito menos vai poder culpar o outro pela sua covardia. Valha a sua vontade, Já.
Outra coisa: salvo tudo o que a ciência conseguiu provar, não existe verdade absoluta. O que existem são verdades particulares. As pessoas costumam gastar energia tentando encontrar uma verdade absoluta sobre suas dúvidas ou temores. Não, Já... Acredite na sua verdade. No fundo você já sabe de onde vem cada temor, como se forma cada dúvida, e talvez tenha a maioria das soluções. Mas dói sabê-las. Cada dúvida ou temor é como uma ferida aberta onde arde o remédio. E como os remédios de verdade, as soluções podem ter efeito colateral. Você regula um ponto e outros são afetados. É Já... Parece que também não há uma solução absoluta.
Você tem aprendido com suas próprias atitudes que não se deve julgar o outro. Toda ação carrega, atrás de si, um motivo. Até o mais cruel dos seres tem seus motivos. Fique atenta pra não julgar, ou pra julgar o mínimo possível. Somos todos falhos, Já, mas fique atenta.
E enfim, tente fazer a sua parte, mesmo que ninguém o faça. Isso tem a ver com a sua verdade. Nem sempre a maioria faz o que é certo. E você não é mais criança pra se deixar influenciar o tempo todo. Encontre um equilibrio, Já.
Sei o que costumam dizer por aí sobre conselhos, mas você tem opção. E ainda que eu esteja repetindo tudo o que você já sabe, ainda que você esteja deixando as feridas abertas por medo de usar os remédios, não custa falar.
Fico por aqui, Já. Isso era tudo o que eu queria dizer.

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Domingo, Junho 04, 2006



(...)
Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame.
É tão curto o amor, e é tão longo o esquecimento.
Porque em noites como esta eu a tive entre meus braços,
a minha alma não se contenta com tê-la perdido.
Ainda que esta seja a última dor que ela me causa,
e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo.


(trecho de "Vinte Poemas de Amor", Pablo Neruda)


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O que eu quero tem ficado além do que eu posso ter...


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