Escrevo aos "impacientes de coração", como eu, que a vida deve - deve não, "precisa" - ser vivida com serenidade. Um dia atrás do outro é recomendado e faz diferença ao longo de algum tempo. Lucra-se juventude com isso. Não é aconselhável atropelar a vida com arroubos de ansiedade e inconformismo. Imprevistos acontecem e, pro desespero de alguns, fazem parte da existência: aceitemos. De nada vai adiantar bater o pé ou esmurrar a mesa. Se o plano, o encontro, a conversa, o trabalho, o jantar, o passeio, o jogo, a transa ou qualquer outro combinado não sair a contento, paciência. Usemos o velho truque do "contar até dez" se preciso for. E à noite, no aconchego da cama, nada de lamentar entre lágrimas de auto-piedade. Nada de dar espaço à inquietude. O impossível de hoje pode ser o inevitável de amanhã.
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Agora, vou ler e reler o texto acima umas cinqüenta vezes seguidas pra ver se fixo de algum modo.
por Jackie às 1:12 AM