Eu
Jackie
leonina, paulistana,
no Brasil
prá sempre...

Felicidade:
Brasil,
família, amigos,
poesia, pamonha,
churros, sushi,
caldo de cana,
comprar roupas,
sessão de cinema
sábado à tarde,
meu pai e seu violão,
Museu do Ipiranga,
São João sexta à noite,
internet, patins,
música.

Sonho:
visão perfeita,
massoterapia,
violão, trabalho.

Pesadelo:
alergia, imprevistos,
montanha-russa,
João Cleber.

Amigos

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Quinta-feira, Dezembro 14, 2006



O que eu sei não é suficiente pra entender a minha condição. Eu só tenho a opção de confiar no que eu ouço. E quando eu não ouço nada, suponho que esteja tudo bem. Daí se eu não sei de nada é porque eu nunca perguntei(...) Só que as perguntas também são limitadas. O "santo" da redoma não pode correr riscos. Precisa ser respeitado. Talvez eu não seja tão confiável assim pra saber tudo. É como se os meus pensamentos a respeito de "tudo", caso eu soubesse, fossem atingir de alguma forma o "X" da questão. E eu fico de fora, mesmo me sentindo dentro da história.
Ah! Só que hoje, finalmente, fiz uma pergunta pertinente. Eu nunca havia perguntado antes... Não da maneira correta, com as palavras dispostas na ordem desejável. A resposta veio feito uma rasteira. E pela primeira vez eu entendi o que nunca me foi dito. A minha visão ultrapassou a distância de um palmo à frente do meu nariz.
Por tudo, parece que os meus sonhos diminuiram de tamanho. Pode ser que daqui em diante o sonho de hoje seja menor que o de ontem e maior que o de amanhã, e assim suceda... até não sobrar nada. Até o sonho virar um grão de poeira assentado na memória. Isso leva tempo. Diferente de "sofrer um ou dois dias e depois esquecer".
Hoje o meu coração tá tentando passar pela garganta. Talvez eu engula... Talvez eu cuspa pra fora... O tempo é quem manda. Engraçado como o mesmo "tempo" que não quer dizer nada frente ao amor, torna-se imprescindível para o esquecimento.
Agora eu quero dormir. Desligar um pouco. Foi informação demais pra um dia só.
Finalizando, aceitem um conselho: façam suas perguntas antes que seja tarde.


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Sábado, Dezembro 02, 2006



"Grande"

É grande o que eu sinto
É grande isso que exala de dentro de mim
Procurando sempre a tua direção
Meu desejo é grande como o seu corpo
Minha ansiedade é grande como a sua mão
A minha boca tem o tamanho do seu beijo, ou seja, grande também
Assim como é grande a minha angústia se você não vêm
Tuas coxas são grandes como a minha vontade de estar ao seu lado
Complicado?... Não.

Meus sonhos são grandes como a tua voz
Meus pensamentos são grandes como a tua intuição
Quer saber? Acho até que eu cresci...
Sinceramente, há uns três meses, eu não paro de crescer
Sou uma "criança" em fase infinita de desenvolvimento
E a tua existência é o meu alimento

Tenho a sede gigante do deserto
E o apetite voraz do leão
Minha saudade pesa mais de setenta quilos
E, no peito, trago um metro e setenta e seis de coração.



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